Dunga entra na pauta do São Paulo para o lugar de Gomes
por Agência Estado
Balançou, mas não caiu. Ainda. Na impossibilidade de causar grande mudança de rumo antes de quarta-feira, quando o São Paulo disputa o primeiro jogo da semifinal da Taça Libertadores contra o Internacional, a diretoria tricolor resolveu manter Ricardo Gomes. Mas o técnico está com os dias contados após três partidas de futebol ruim e resultados inexpressivos na retomada do Campeonato Brasileiro.
A última chance que Ricardo Gomes terá de permanecer à frente do São
Paulo é eliminar o Internacional. Se cair diante dos gaúchos, será
demitido logo na sequência. “Seria injusto o clube demiti-lo agora. Foi o
Ricardo que credenciou o time à Libertadores no Brasileiro do ano
passado, assim como foi ele que levou a equipe à semifinal agora”,
explicou o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha.
Dunga ganha força. O nome preferido do presidente Juvenal Juvêncio
para substituí-lo é o de Dunga. O ex-comandante da seleção brasileira
não foi convidado para assumir o São Paulo agora, mas goza da admiração
do dirigente máximo do clube, que gostou da postura do técnico nos
quatro anos em que esteve à frente da equipe do Brasil.
“Ele manteve a firmeza mesmo nos momentos mais difíceis”, teria dito
Juvenal a interlocutores em reunião que os dirigentes fizeram logo após o
empate com o Grêmio Prudente (1 a 1), anteontem, no Morumbi - o São
Paulo ainda perdeu para Avaí (2 a 1) e Vitória (3 a 2) após a Copa.
Dunga disse ao Estado, há duas semanas, que gostaria de tirar pelo
menos um mês para descansar e ficar mais próximo da família - seu pai
tem problemas de saúde - para depois pensar em novos desafios
profissionais. Fontes de Porto Alegre garantiram que o ex-treinador da
seleção não pensa em assumir o São Paulo agora. Depois das férias,
porém, pode mudar de ideia. Essa é a aposta dos dirigentes são-paulinos.
Gomes “caiu e levantou”. Durante o dia, houve rumores de que Ricardo
Gomes tinha sido demitido. Além de Dunga, os nomes de Vanderlei
Luxemburgo, técnico do Atlético-MG, e Adílson Batista, que estaria
acertado com o Corinthians caso Mano Menezes vá para a seleção
brasileira, teriam sido sondados. Mas nenhum deles teria aceitado a
oferta são-paulina.
Mesmo após o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva
declarar que não poderia garantir Ricardo Gomes no cargo, o técnico
orientou um treino normalmente durante a tarde no Centro de Treinamento
do clube, na Barra Funda. Preferiu, no entanto, não conversar com os
jornalistas. Ganhou duas semanas de sobrevida.