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PODER SEM PUDOR

Motorista disciplinado, o Joaquim Vice-prefeito de Icó (CE), Fabrício Moreira contratou uma figura folclórica da cidade, Joaquim dos Santos, como motorista. Mas Joaquim não era propriamente um ás do volante. Certa vez, em viagem a um distrito vizinho, eles desciam a perigosa ladeira da Bertioga quando Fabrício viu que uma carreta descendo na contramão. Ordenou, com um grito: – Joaquim, desvie o carro para o acostamento! – Posso não, doutor, eles é que estão errados. Fabrício repetiu a ordem várias vezes, até que perdeu a paciência, tomou a direção e desviou o carro, ele mesmo, do desastre iminente. E...

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Seguro contra maus espíritos Quando era diretor do Banco da Amazônia, o engenheiro Orion Klautau precisava tomar uma decisão importante, quando se lembrou que a sua secretária era espírita kardecista. Mesmo sendo católico fervoroso, ele pediu ajuda à assessora para “incorporar” o espírito do presidente John Kennedy, de quem é admirador. Mas suplicou: – Fique aqui por perto, porque pode baixar o Barata… Referia-se a Magalhães Barata, ex-governador do...

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A ginástica de Lacerda De vez em quando o deputado Carlos Lacerda encontrava adversários que não o temiam. Como quando atacou um deputado baiano, Manoel Novaes, acusando-o de se “aproveitar dos serviços públicos para ganhar votos”. Novaes estava ausente do plenário da Câmara, mas no dia seguinte fez um duro discurso, exigindo pedido de desculpas de Lacerda. E ameaçou: – No sertão, de onde venho, honra se lava com sangue! Dias depois, Lacerda fez um discurso de puro contorcionismo político, conseguindo convencer o ofendido que retirava as agressões, e ao mesmo tempo, deixando nos orgulhosos seguidores a certeza de...

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A regra é clara O deputado estadual Raimundo Praxedes, o “Raimundão Gente Fina”, preparou com antecedência o discurso que faria na inauguração de um hospital em Orós (CE). Além de escrever “ospital”, ele prometia providenciar “um convem com o IMPS”. Um assessor corrigiu o texto e explicou que INPS é a sigla correta. Raimundão não aceitou, alegando que jamais esqueceu uma velha regra gramatical: – Antes de P e B não se escreve...

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Mentira de político Indicado governador de Minas Gerais em 1977, Francelino Pereira foi muito assediado para nomear correligionários. D. Bilica era das mais insistentes. Ele prometeu atender, mas nada. O tempo foi passando e meses depois encontrou-a instalada logo na primeira fila, numa solenidade. Saudou-a: – Olá, dona Bilica! Tenho uma boa notícia para a senhora: acabei de nomeá-la. Sai amanhã no “Minas Gerais”, o diário oficial do Estado. Ela respondeu, em voz alta: – Como o senhor assinou a nomeação se só me conhece pelo apelido? Ele ficou envergonhado. Pediu desculpas e a nomeou dois dias...

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Duelo à brasileira Diplomata competente e cavalheiro fino, Orlando Leite Ribeiro era respeitável pé-de-valsa, por isso não resistiu ao bolero da orquestra num clube social de Lima (Peru), onde foi embaixador do Brasil, nos anos 1950: localizou a mais bela mulher do salão e a convidou para dançar. O marido enciumado não gostou e o desafiou para um “duelo de honra”: – Escolha as armas! Pistola? Espada? – Granada a doze passos – respondeu o embaixador, impassível. – Como assim? Essa arma não é normal… – tremeu o desafiante. – É a única que sei usar, minha especialidade no...

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