A seleção brasileira entra em campo hoje, às 15 horas (de Brasília), com a missão de conseguir ao menos o empate para se classificar à próxima fase da Copa do Mundo 2018. Se prevalecer a lógica, as chances de o time obter resultado que o assegura nas oitavas de final da competição são boas, haja vista que até o momento nenhuma das grandes seleções que chegaram à Rússia como favoritas foi desclassificada, apesar de algumas terem passado aperto, como a Argentina, que ontem venceu a Nigéria pelo magro placar de 2 x 1 e segue em frente. Em Valadares, o DIÁRIO DO RIO DOCE quis saber a opinião de jornalistas sobre o desempenho da seleção e o placar do jogo de logo mais. A ampla maioria acha que pode não ser fácil, mas que vai dar Brasil classificado.

Jornalistas valadarenses avaliam a Copa 2018 e Arriscam o placar de hoje:

Eles estão sempre nos bastidores, observam, entrevistam, anotam, filmam e produzem material jornalístico o mais variado, notícias que são lidas nos jornais impressos e/ou assistidas na TV ou pela internet. Outros, em frente a uma câmera, após uma minuciosa apuração, também dão conta de informar. Alguns desses comunicadores, profissionais da imprensa em Valadares, foram ouvidos pelo DRD para fazerem sua avaliação da Copa do Mundo 2018 e do desempenho da seleção brasileira, que entra em campo hoje para a terceira — e desta vez decisiva — partida no Mundial, contra a Sérvia.

Como bons brasileiros, os comunicadores também apostam na vitória do Brasil, mas recordam com saudade o tempo em que a seleção era composta de jogadores que jogavam apenas no País, e com isso faziam dobradinhas e combinados, trazendo sempre os melhores resultados, registrados com entusiasmo por esses profissionais. Mesmo cientes do momento delicado por que passa o País, e que reflete na torcida, os jornalistas valadarenses mantêm o espírito esportivo e apostam no mínimo num empate no jogo de logo mais e na evolução do Brasil nas próximas competições.

 

Daniel  Antunes

“Até agora o futebol do Brasil ainda ficou devendo. No último jogo evoluiu um pouco, mas o povo espera um Brasil como o das Eliminatórias, quando as boas expectativas foram  mais convincentes, com um futebol bonito, de resultados. Acreditamos nessa evolução da seleção brasileira e que no jogo desta quarta ela consiga vencer a Sérvia até com certa tranquilidade. Em 2010 trabalhei num caderno que cobriu a Copa, e tinha o Kaká, o Robinho. A seleção brasileira era creditada para ganhar e perdeu nas primeiras etapas. Esta Copa de 2018 começou mal, com desconfiança muito grande por causa dos 7 a 1 da Alemanha em 2014. Foi mal também nas Eliminatórias com o Dunga, mas a chegada do Tite mudou. O time veio jogando melhor, e mesmo ficando devendo neste início de Copa, o que é natural,  acredito na evolução e que o Brasil possa vencer a Sérvia. Aposto até em 2 a zero na partida de amanhã [hoje] para a nossa seleção.”

 

Paula Greco

“Eu não acredito que vamos ser hexa não, o que é uma pena, porque das últimas seleções esta é a que tem um técnico mais simpático, dedicado. Mas vamos avançar bem, pelo menos até as quartas de final, e acredito que caímos na semi. Adoro o Neymar, e embora ache ele meninão, também acho que joga muito. Não estou com aquele amor que na adolescência chorava, tomava água com açúcar, desligava a televisão, isso em 1982/1986. Acompanho a seleção desde 1978, e a melhor atuação que vi foi em 1982, e mesmo assim não ganhou, ficando na semifinal, para a Itália, quando Paulo Rossi marcou três gols e nunca mais fez nada na vida — a não ser desclassificar o Brasil. No jogo do Brasil contra a Costa Rica, eu apostei e ganhei, e neste de hoje aposto em 2 a 1 para o Brasil, porque os jogadores são grandes e pelo menos um gol eles devem fazer. Se eu tivesse de fazer uma chamada ou manchete para o jogo de hoje seria: ‘Eles são grandes mas não são dois’”.

 

Paulo de Tarso

“A primeira fase da Copa do Mundo é de aquecimento. Na minha época, nas primeiras Copas que acompanhei, a seleção brasileira era composta por jogadores que jogavam no País, no mesmo clube, como ocorreu com o Brasil campeão e bicampeão do mundo, praticamente um combinado de Santos e Botafogo. Hoje são jogadores de vários continentes, com várias formas de jogar, e o calendário da Copa precisa ser mudado, porque ocorre logo após um dos eventos de futebol mais importante do mundo, que é o europeu, o que se reflete em jogadores estourados e na queda da qualidade dos jogos a cada ano. Esta primeira fase é para se pegar um ritmo de jogo, e para mim a Copa do Mundo começa sábado, com as oitavas de final, quando a competição atinge um nível melhor, e o Brasil é um dos seis times favoritos para trazer mais um título. Não misturo crise no Executivo, Legislativo e Judiciário, e meu otimismo é presente numa Copa dificílima mas com 22 [jogadores] de alto nível para jogar. Aposto num empate.”

 

Leonardo Morais

“Acompanho sempre que possível os jogos, mas nesta profissão estamos sempre disponíveis para a matéria, nem sempre para o lazer. Vejo que a seleção brasileira vem com os mesmos problemas de sempre, e a falta de entrosamento é que está prejudicando as equipes no Mundial, além de um certo estrelismo. Se tem 11 em campo, então todos precisam jogar igual. Claro que, como todo brasileiro, torcemos e temos fé em que o Brasil ganhe a partida de hoje contra a Servia. Mas, do jeito que a seleção vem jogando, é claro que vai enfrentar uma certa dificuldade, porque sempre há uma renovação, e o tempo que eles têm para treinar não é suficiente para que se crie um ambiente de tranquilidade, de saberem onde vão colocar a bola, e isso dificulta melhores resultados. E ainda tem estrelas como o Neymar, que quer resolver tudo sozinho. Não existe mais o dono da bola, e os grandes favoritos estão correndo o risco de serem desclassificados. Aposto em 2 a 1 para o Brasil hoje.”