Central do Assinante







PUBLICIDADE



AS MAIS LIDAS
Página Inicial:: >> Notícias de Valadares e Região >> Notícias >>
segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Mulher morre após cirurgia plástica

Familiares de Alessandra Fernandes Silva procuraram a Polícia Civil, e quando do fechamento desta edição aguardavam o resultado da necropsia que iria confirmar ou não se houve negligência ou erro médico
FOTO: Arquivo Pessoal
Alessandra Fernandes Silva tinha 41 anos e disse à família que iria fazer uma lipoaspiração e um implante de silicone nos seios
GOVERNADOR VALADARES -

Uma mulher morreu no Hospital São Vicente de Paulo, em Valadares, na madrugada de domingo, após ser submetida a procedimentos cirúrgicos estéticos. Alessandra Fernandes Silva tinha 41 anos e relatou para a família que iria fazer uma lipoaspiração e um implante de silicone nos seios. Contudo, segundo seu marido, quando ela saiu do bloco cirúrgico foi possível perceber que vários procedimentos haviam sido realizados. Ainda de acordo com os familiares de Alessandra, esses procedimentos haviam sido feitos com a autorização dela.

Para o marido de Alessandra, Wilsirley da Silva, tanto o hospital quanto o médico que operou Alessandra, o cirurgião plástico Wander de Araújo Pinto, erraram durante os procedimentos. "Eu acho que, como médico, o cirurgião plástico deveria saber que não era possível realizar tantas cirurgias em um único dia. Se ele tivesse feito uma operação de cada vez, talvez minha mulher ainda estivesse aqui entre nós e feliz. Achei que tudo foi muito agressivo. Mas ela foi movida pela vaidade, então, se o médico dissesse que era possível, ela aceitaria. O hospital não estava preparado para realizar procedimentos desse tipo, pois nem UTI [Unidade de Tratamento Intensivo] ele possui, e quando a Alessandra começou a passar mal, não havia ambulância para socorrê-la, sendo preciso chamar o Samu para atendê-la", contou ele.

‘Não houve erro médico’

O cirurgião plástico Wander de Araújo Pinto, procurado pela equipe de Reportagem do DIÁRIO DO RIO DOCE, informou, através de um funcionário, que o laudo do IML indicou que a causa da morte de Alessandra foi embolia pulmonar, o que pode acontecer em alguns procedimentos cirúrgicos, não se tratando de erro médico, como estaria acusando a família. O médico ainda informou que foram feitos dois procedimentos, um no abdome (lipoaspiração) e outro nos seios, para implante de próteses de silicone, e não vários procedimentos, como a família teria afirmado.

De acordo com Luciano de Oliveira e Silva, um dos diretores do São Vicente de Paulo, apesar de pequeno o hospital tem todas as condições de realizar procedimentos desse tipo. "O hospital de fato não possui UTI, mas cirurgias de extremo risco também não são realizadas aqui. O Hospital São Vicente de Paulo existe desde 1949. Realizamos 250 cirurgias por mês, e neste tempo de nossa existência mais de 80 mil procedimentos cirúrgicos foram feitos, entre eles cirurgias plásticas e partos, entre outros. O hospital é de pequeno porte, mas funciona normalmente, com todas as condições necessárias. Temos no total três cirurgiões plásticos, e um deles é o que está envolvido nesse acidente. Esta é a primeira vez, em quatro anos que ele trabalha conosco, que algo assim acontece. Na mídia podemos ver que em hospitais de grande porte também acontecem esses acidentes, tendo UTI ou não. Aqui mesmo, em Valadares, existem vários hospitais com UTI e diariamente temos casos de morte. A família tem razão em sentir revolta, em ficar triste, e nós todos também estamos: hospital e médico. Reconheço e respeito a dor dos familiares neste momento, mas essas duas acusações que foram feitas não impedem que o hospital funcione normalmente" concluiu.

Confira o texto na íntegra na edição impressa do DRD de terça-feira, 27.









COMENTE ESTA NOTÍCIA


COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA






NOTÍCIAS RELACIONADAS


 Há 249 leitores conectados