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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Presa quadrilha que traficava fuzis dos EUA em colchões

O armamento era transportado em contêineres junto com mudanças de famílias brasileiras que voltavam para o Brasil. Cinco pessoas foram presas em Valadares e outras duas estão sendo procuradas nos EUA
FOTO: Antônio Cota
No total foram apreendidos 22 fuzis de calibre 762 e grande quantidade de munição
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A quadrilha inseria armas dentro de colchões nas mudanças de brasileiros que chegavam ao porto de Santos
GOVERNADOR VALADARES -
Cinco pessoas foram presas na região em decorrência da Operação "Bed Bugs", organizada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira, 4. O objetivo era desarticular uma quadrilha especializada no tráfico internacional de armas que agia principalmente nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. A investigação durou cerca de um ano e resultou na apreensão de 22 fuzis de calibre 762 e grande quantidade de munições.

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha escondia fuzis de grosso calibre dentro de colchões em contêineres que traziam as mudanças de famílias brasileiras que moravam nos  Estados Unidos e regressavam ao Brasil, desembarcando no Porto de Santos (SP). Ainda segundo a PF, já no Brasil, os suspeitos retiravam as armas dos colchões e as revendiam a traficantes de drogas das favelas brasileiras, principalmente cariocas. Além das cinco pessoas presas, duas que fazem parte da quadrilha nos Estados Unidos estão sendo procuradas.

De acordo com o delegado da Delegacia de Repressão e Crimes contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas de Minas Gerais (Delepat/MG), Marcílio Zocrato, a investigação do caso está sendo conduzida pela Superintendência de Minas Gerais. "É uma quadrilha baseada na cidade de Engenheiro Caldas e nos Estados Unidos que tem como principal função o contrabando de armas de calibre restrito dos Estados Unidos, mais precisamente na região da Flórida, para o Brasil, através de contêineres de mudanças de brasileiros", disse.

O delegado explicou que os brasileiros, depois de um ano morando nos Estados Unidos, têm a prerrogativa de mudar para o Brasil levando toda sua mudança. "A quadrilha se aproveitava disso e inseria armas dentro de colchões nas mudanças de brasileiros que chegavam ao porto de Santos. Posteriormente, esse armamento era encaminhado para a cidade de Engenheiro Caldas e, depois, distribuído para o Estado do Rio de Janeiro, alimentando as favelas da cidade. A quadrilha usava pessoas que mudavam para o Brasil de um modo geral, as quais encaminhavam a carga para o porto de Santos, e ali recebiam os colchões", explicou, destacando que o armamento eram comprados legalmente no EUA e vinham para o Brasil ilegalmente. "Elas não têm notas fiscais e algumas das armas têm os números raspados. Essas armas eram compradas lá em torno de U$ 500 a U$ 800, e, quando chegavam no Brasil eram vendidas até por R$ 30 mil".

O delegado também explicou que as pessoas que estavam fazendo a mudança não sabiam que os suspeitos faziam isso. "Algumas empresas dos Estados Unidos usam essa prerrogativa de brasileiros poderem voltar ao país sem pagar imposto, e, aproveitando-se desse benefício, colocavam diversos equipamentos nesses colchões nas mudanças".

Confira o texto na íntegra na edição impressa do DRD de quinta-feira, 5.
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